Crónicas

Criar memórias

[com este texto inicio uma rubrica com crónicas um pouco mais pessoais, com o meu caminho diário por uma vida mais simples, mais feliz, mais descomplicada, mais calma e com mais significado]

Nem sempre é fácil para mim sair da zona de conforto, arriscar, fazer coisas diferentes ou experimentar coisas novas.

Mas tenho consciência que não posso deixar que isso me limite, que me faça perder oportunidades, e por isso faço muitas vezes um esforço adicional para estar mais disponível, para fazer coisas diferentes e arriscar.

No entanto, prezo muito a minha vida simples e tranquila, e não embarco na onda de agarrar todas as oportunidades, com receio que o mundo acabe amanhã, algo que vemos cada vez mais pessoas fazer, pois também não é confortável para mim viver dessa forma.

Ou seja, vivo em busca, também neste aspecto da minha vida, de um equilíbrio que me permita viver muitos momentos felizes.

Recentemente estava a ler o livro A Arte de Criar Memórias Felizes quando tive de decidir se ia ou não fazer uma viagem, que podia ter alguns riscos adicionais.

Dois filhos pequenos que ficavam em Portugal, duas potências internacionais a ameaçar uma guerra e um país sobre a mira da mesma…

E foi o livro certo no momento certo, que me ajudou a reflectir e a perceber o quão importantes as nossas escolhas são para criarmos as nossas memórias, pois as nossas vidas não são os dias que passaram, mas sim aqueles de que nos lembramos para sempre.

Não nos podemos esquecer que a nossa satisfação com a vida – a nossa felicidade – depende, em parte, de termos ou de criarmos uma narrativa positiva da nossa vida, estando esta perspectiva super alinhada com o que pretendo para mim, com um estilo de vida mais minimalista e focado no essencial.

Se pensarmos bem nós somos melhores a lembrar os dias excepcionais, os dias em que fizemos algo pela primeira vez, ou algo de diferente, em que conseguimos conquistar algo pelo qual lutamos muito, os dias em que nos sentimos muito bem ou que conhecemos aquele lugar inesquecível.

Vamos escrever as nossas histórias, agarrar as oportunidades q.b., prestar atenção ao que e a quem nos rodeia, colocar as nossas emoções no que fazemos, criar os nossos dias especiais, viajar muito, fotografar tudo e mais alguma coisa, rir das nossas peripécias, contar as nossas histórias, e com tudo isso criar as nossas melhores memórias. A melhor parte das memórias felizes é criá-las.

Obrigada Meik Wiking pela ajuda na tomada de decisão, que foi ponderada obviamente, e que vai fazer parte das minhas memórias.

Jerusalém | Israel | Janeiro 2020


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Cláudia Ganhão | Especialista e Consultora em Minimalismo

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